A ARTE DE COMPRAR BEM

Você é do tipo que compra por impulso ou sempre pensa bem e avalia todas as possibilidades antes de comprar? A maior parte de nós com certeza acredita que a melhor forma de comprar é sempre pesquisar antes, colher o máximo de informação possível, avaliar todas as alternativas de forma bem racional e só depois escolher e fazer a compra, certo? Bem, não é sempre assim.

De acordo com estudos recentes da neurociência, não há uma única forma “correta” de se comprar. Por exemplo, geralmente quando vamos comprar algo mais simples como um shampoo, não gastamos muito tempo pensando em qual é realmente a melhor opção.  Costumamos comprar mais por impulso, afinal o valor a pagar não é tão alto assim. Já para comprarmos um apartamento fazemos o pensamento inverso, ou seja, como é algo bem mais caro, buscamos ser o mais racional possível. Parece bem razoável pensar assim, mas para o nosso cérebro, a melhor forma de tomar a decisão de compras é justamente o contrário.

Para bens de consumo simples (como o shampoo), é uma boa ideia parar e refletir sobre a compra, pois é bem provável que façamos uma escolha realmente melhor avaliando o custo x benefício. Isto porque, segundo os neurocientistas, o cérebro consegue analisar apenas uma quantidade limitada de variáveis ao mesmo tempo. Sendo assim, para comprarmos um shampoo, não precisamos avaliar muitas coisas além de qualidade do produto, tipo de cabelo, preço e marca de preferência.

Agora pense na compra de um apartamento e em quantas variáveis temos que considerar: localização, número de quartos, valor do condomínio, espaço interno, área de lazer, número de vagas na garagem...  Esta quantidade grande de variáveis sobrecarrega uma parte do cérebro chamada córtex pré-frontal (responsável pelo processamento racional das informações) e o “cérebro racional” simplesmente não consegue lidar com tanta informação.

Como resultado, ele é obrigado a simplificar a situação e se fixa em algumas poucas variáveis, que podem ou não ser relevantes. Ou seja, quanto mais pensamos sobre o assunto, mais sobrecarregamos nosso cérebro e corremos o risco de fazer uma escolha errada por acabar simplificando demais a decisão. Podemos valorizar muito a área de lazer e esquecer de observar o apartamento em si, que é onde iremos morar.  Nessas horas, as pesquisas mostram que o melhor a fazer é colher as informações necessárias (mas sem ficar analisando tudo), e confiar nas nossas emoções e intuições.

 

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